sexta-feira, 16 de março de 2007

A menina enfrenta o espelho: A manhã em que se reconhece
o novo mundo ou o novo mundo te reconhece.

Diante de si, e do seu corpo incólume
Menina, admira pequenas curvas
e traços sutis.
Foi-se a infância.
Veio a uma pré corpulência juvenil.
Diante do pequeno coração e mente,
a menina fazia tranças em suas bonecas ruivas.

Atrás do espelho, pequenos olhos se abriam para a
voluptuosidade do despertar;
para corpo semi nu e encharcado de suor;
para a malícia recem surgida.

Carne, mãos, toque, reconhecimento.
As mãos de frágeis contornos corriam pela lingeire
branca e semi transparente, conhecia as curvas,
as depressões, a sudorese, o caminho...

A menina, deixara de ser menina.
Para o mundo: Uma nova mulher.



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Marchand

Este engulho entorpecente que me documenta

Já não faz parte das minhas ideologias impraticáveis
Este ódio execrável que indefere nas minhas idealizações
É simplismente o ídilio deste amor rapineiro

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
Para espantar os meus medos sobre
meus cabelos castanhos
Sobre as lágrimas que tecem esse rosto

Hoje eu quero a sorte
Hoje eu quero a morte

Desejo e fulguraçao

Pra sorrir, pra cantar
e mentir.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Absurdo...

Busquei inspiração nos velhos jornais

e suas histórias mal remendadas.

Nos sambas de um nota só,
fiz canções de ambivalência.

Para, por fim, escrever este poema
num domingo parado,
repleto de homens calados.
Domingo sem começo nem fim.

Caminho pelos contornos cinzentos,
me corto ao meio,
viajo sem saber se irei chegar...

Nos edificios abandonados: silêncio.
Nas portas: senhoras.
Em mim: emblemas.

"Todos os significados são sutis, são mortais."